5/15/2006

E os direitos humanos?

Até agora não li e nem vi nada sobre os direitos humanos das pessoas que foram caçadas e assassinadas covardemente em São Paulo.

Onde estão as pessoas que gostam tanto de gritar quando um marginal leva um tapa? Só sabem defender bandidos?

Para essas pessoas que só saem da toca para defender a bandidagem o meu total desprezo. Para mim eles não diferem em nada daqueles que protegem.

5/14/2006

Meus pêsames

Meus pêsames a todas as famílias que tiveram seus parentes, policiais ou não, caçados e assassinados brutalmente.

Meus pêsames por essas pessoas que morreram nas mãos de bandidos e que não terão seus direitos humanos reconhecidos.

Meus pêsames a todas as mães que deveriam estar comemorando seu dia e tiveram que enterrar seus filhos.

Meus pêsames por toda a sociedade civil que tem que conviver com esse tipo de situação absolutamente inconcebível.

Meus pêsames por esse país tão lindo, rico e cheio de possibilidades ter virado um antro onde o pior exemplo de safadeza e impunidade vem dos próprios governantes.

Meus pêsames Brasil...

5/12/2006

O Bobo da Corte


Há algum tempo a Inglaterra fez um concurso para voltar com a figura do Bobo da Corte no seu quadro de funcionários da realeza. Os candidatos tinham que mostrar habilidades condizentes com o cargo como contar piadinhas, ter trejeitos corporais engraçados, caretas divertidas etc...
O Brasil, sem querer, foi precursor da volta dessa esquecida profissão ao eleger Lula para seu presidente. Milhões oPTtaram pelo Bobo da hora. E esse Bobo teve a melhor campanha pra que todos achassem que seus guizos chacoalhavam melhor e mais sonoros. Suas piadas sobre o que faria, caso fosse eleito, eram as que mais geravam risos de satisfação nas massas, nos intelectuais e até mesmo nos alienados políticos. Mudou sua forma de vestir e até ficou mais simpático, risonho. Até porque não existe Bobo carrancudo...


E a banca examinadora foi quase unânime na escolha do seu novo Bobo. Milhões votaram e festejaram pelas ruas à volta dessa figura tão importante em qualquer Corte desenvolvida.
Extrapolou os limites do seu reino e foi bajulado e aplaudido por outras realezas mundo afora por causa da sua piada imbatível sobre a fome mundial e como acabar com ela. Em função dessa súbita valorização seu ego inchou e achou que poderia ser o líder mundial dos Bobos. Com isso passou a viajar mais e mais e a Corte que o elegera pra diverti-la quase não o via...Mas eram pacientes e tinham orgulho do seu Bobo agora tão famoso.


Mas o Bobo não percebeu que os tempos mudaram e que seu repertório estava repetitivo e um Bobo tem sempre que ter piadas novas na manga. Assim, contada a exaustão, sua piada sobre a fome perdeu a graça e ninguém mais o aplaudia...

Depois de quase três anos ausente, voltou ao seu país e tentou contar novas piadas para os súditos, além de sempre relembrar as antigas para não perder o hábito. Mas ninguém ria mais...Sem entender o porquê daquela mudança de atitude, ainda fez um pequeno esforço para que voltassem a gostar dele. Prometeu, discursou, chorou, usou outros chapeis de bobos para agradar e tantas outras coisas. Mas só uma parcela ainda era fiel ao já desiludido Bobo.
E assim seguia sua já não tão brilhante carreira...


Um dia o Bobo acordou e descobriu que seu principal assessor de Assuntos Bobocas era suspeito de corrupção pesada e grandes armações. Trabalhava na sala ao lado, mas o Bobo nada sabia ou desconfiava...
Descobriu que os chefes da Associação de Bobos, ao qual pertencia, estavam envolvidos com esquemas mirabolantes e suspeitos. Estavam sempre juntos, eram amigos íntimos, mas o Bobo nada sabia ou desconfiava...
Descobriu que vários colegas da Câmara de Caretas Infames recebiam dinheiro para que votassem nas suas piadas. E que esse dinheiro saia da tal Associação...Mas o Bobo nada sabia ou desconfiava...


E o Bobo só sabia falar, falar, falar e falar. Não agia, não reagia. Seus guizos só sabiam tocar de forma dissonante, irritantes e extremamente repetitivos.
E o Bobo começou a fugir da mídia que tanto adorava. Começou a falar coisas sem sentido e já não queria mais ser Bobo de novo. Um dia sumiu dentro do grande castelo e só foi encontrado dias depois por um auxiliar de limpeza. Mais barbudo do que já era, com as roupas coloridas em frangalhos, olhar fixo e arregalado e repetindo sem parar a frase:
- Como podia saber? Sou apenas um Bobo...Como podia saber? Sou apenas um Bobo...


Escrito por Silvia Naylor em 2005

5/08/2006

Conto: A Morte Moderna

Ancelmo começou a sentir um frio estranho, uma brisa gelada que parecia penetrar nos ossos. Remexeu-se na cama e ainda meio zonzo pensou que estava em pleno verão e não fazia o menor sentido aquela mudança de clima tão repentina. Que droga! Teria que se levantar para pegar um cobertor se continuasse essa geladeira em que se transformou seu quarto.

Ainda tentou se enroscar no lençol fino, mas a essa altura já estava mais acordado e começou a perceber que algo estava errado. Sentia um peso no ar, como se estivesse com mais alguém no quarto. Ai meu Deus! Ladrão não...

Agora com os sentidos totalmente despertos pôde perceber que realmente havia uma presença por ali. Fria, grande e assustadora. E parada. Será um fantasma? Não...Não acreditava nisso. Coragem homem! Se vire aos pouquinhos para ver o que é.

Com as pernas tremendo se virou em direção a tal presença estranha. E qual não foi a sua surpresa ao deparar com uma figura sinistra, vestida como um frei capuchinho, toda de preto e com a cara coberta. Sua primeira reação foi soltar um berro e sentiu o coração parar por uns instantes.

Ficou uma eternidade olhando para aquele ser que parecia ter dois metros de altura e que não se mexia. Mas sabia que por trás daquele capuz haviam dois olhos que o encaravam fixamente. Quando estava quase perdendo os sentidos ouviu uma voz cavernosa e medonha:
- Ancelmo Figueira de Mello?
Aquela criatura sabia seu nome! Como?
- Sim...Sim...Sou...Eu mesmo...
- Vim te buscar!
- Co...Como assim? Me buscar? Quem é o senhor?

Seu cérebro a essa altura já estava em processo de paralisia e não conseguia mais ter um pensamento racional e ordenado.
- Desculpe, esqueci de me apresentar. Sou a Morte e seu nome está na minha lista para que o leve agora.
- Morte? Lista? Nome?
- Isso mesmo. Seu tempo na Terra está acabando. Bom...Na verdade já deveria ter acabado no momento em que se virou. Era para sofrer um ataque cardíaco ao me ver, mas não sei o que deu errado.
E com um gesto tipicamente humano coçou a cabeça com sua mão esquelética. Podia até sentir a expressão de desânimo naquele ser.
Já mais recomposto e agora querendo lutar pela sua vida, Ancelmo pensou em todos os livros que leu e filmes que viu com aquela imagem tão...Tão batida! E algo estava errado. Teria que ganhar tempo.
- Se o senhor é a Morte que, aliás, como o nome já diz, supostamente é uma mulher, porque essa voz de homem? E desde quando a Morte vem buscar desse jeito? Isso é ficção criada pelos homens. Tô começando a achar que é uma pegadinha. Isso tem dedo do Pedrão?
- A Morte não tem sexo! Isso sim é criação de vocês humanos fracotes! E se apareço assim é porque faz parte do ritual que vocês mesmo criaram. Pensa que gosto dessa roupa ridícula?

As coisas pareciam estar melhorando, pelo menos havia um diálogo. Quem sabe sua lábia de vendedor conseguiria convencer a Morte a passar outro dia. De preferência daqui a quarenta anos.
- Desculpe ter desconfiado do senhor...Da senhora...Como te chamo?
- Do que quiser. Não ligo a mínima.
- Como sua voz é grossa, vou optar pelo senhor mesmo. Ou prefere um nome mais informal?
- Calado! Não tente me enrolar! Pensa que não sei quais são seus planos? Para seu governo sou muito antigo e já busquei muitas almas para não saber quando querem ganhar tempo.

O frio do quarto piorou e Ancelmo se encolheu todo. É...Tava ferrado mesmo. Com uma voz quase inaudível perguntou num rompante. Isso! Era isso que estava errado!
- Sua foice? Cadê sua foice?
A figura deu o mais profundo suspiro que Ancelmo ouviu na sua quase finita vida. Ela se virou e com os braços para cima começou a se lamentar.
- Vocês humanos se prendem tanto a estereótipos! Essa história de foice é tão cafona quanto essa roupa medieval e essa coisa de ter que aparecer sempre em forma de caveira. Na antiguidade, quando não tinham inventado essa besteira, costumava aparecer para diversos povos e sempre de maneiras diferentes. Era muito mais criativo e interessante. Agora é sempre com esse figurino esdrúxulo! Mas é a única maneira de vocês me levarem a sério. Imagine se aparecesse aqui vestido com uma toga grega e com longos cabelos louros?
- Ia achar que estava sonhando com um baile gay...
- Isso! Agora você entende o motivo.

Se sentindo mais confortável e quase íntimo, Ancelmo arriscou:
- O senhor não tem outras almas pra pegar? Não perca seu tempo comigo. Eu juro que não conto pra ninguém que esteve aqui. Fica sendo nosso segredo e quando voltar daqui a muito tempo poderemos rir muito disso, que tal?
- Não posso ir contra os desígnios da natureza. Seu nome está na lista e vou ter que levar mesmo. Até tenho que admitir que é um cara simpático e calmo. Normalmente as pessoas que busco berram alucinadamente, choram, pedem perdão, chamam por Deus e se debatem. Patético e extremamente previsível. Milhares de anos e nada muda. Já até solicitei transferência de cargo, mas eles alegam que sou bom nisso e não querem me perder.

Outro grande e profundo suspiro.
- Posso ver essa lista? O meu nome pelo menos?
E qual não foi uma grande surpresa para Ancelmo quando a Morte lhe estendeu um palm top. Esperava um daqueles pergaminhos com letras góticas e em vez disso um brilhante, prateado e ultramoderno palm top! Nunca tinha visto um igual e olha que trabalhava no ramo.
- Uau! Nunca poderia imaginar! Que modernidade...Um aparelho magnífico!
Visivelmente orgulhosa a Morte mal se continha ao comentar a respeito.
- Vocês pensam que só os humanos tem direito à tecnologia? Aquele método antigo com papéis era muito chato para carregar. E de vez em quando um caia pelo caminho e a pessoa não era levada na hora certa. Um transtorno! Quando descobríamos geralmente muito tempo havia se passado e em vez de almas jovens, buscávamos gente com mais de cem anos. Estou inaugurando esse modelo hoje, com você, sinta-se um privilegiado.

Já mais conformado com sua sorte, ou falta de, Ancelmo recostou na cama, olhou para a Morte e pediu:
- Posso pelo menos ter uma morte rápida e sem dor? Me deito aqui e você (já se sentia a vontade para chamar de você) faz sua parte e me leva. Ok?
- Sim. Acho que merece isso. Deite-se, feche os olhos e conte até dez. E foi um prazer conhecê-lo.

Assim Ancelmo o fez. Mas algo estava dando errado. Já estava no número 46 e nada. Vivinho ainda. Será que a Morte desistiu? E continuava a contar de olhos fechados quando ouviu um monte de imprecações.
- Droga! Bem que avisei que o treinamento tinha sido curto! Onde é esse maldito botão?
Ele abriu um dos olhos e viu uma cena que se não fosse trágica por ser a sua própria morte, seria cômica. A Morte apertava as teclas do tal palm top enlouquecidamente, olhava o visor através de suas órbitas vazias, coçava sem parar o crânio descarnado e se não fosse muita imaginação de sua parte, parecia até que suava.
Não se conteve.
- Posso ajudar?
- Esse aparelho é muito difícil! Não consigo achar o raio do botão que vai fazer você morrer!
- Precisa apertar um botão? Que coisa...
- Maldita tecnologia! Antigamente era só soletrar o nome e pronto. O individuo caia duro, mortinho. Mas não...Agora cismaram que temos que seguir a modernidade. E me dão essa coisa impossível de entender.

Ancelmo percebeu que a Morte estava se contradizendo ao falar mal da tecnologia depois de louvá-la tanto, mas ficou na dele.
- Deixa eu ver? Pode deixar, trabalho com isso. Acho que posso ajudar.
A Morte entrega o aparelho e fica olhando por cima do ombro de Ancelmo.
- Está vendo? Seu nome está aí e agora tenho que apertar uma série de comandos divididos em três partes e não consigo me lembrar qual é o primeiro botão.
- Peraí...Ahhhh...Tem que clicar no nome primeiro! Confirmar se é o indivíduo mesmo...Se for tecle CONF. Ok...Primeira etapa vencida. Agora aparece essa pergunta aqui...Como? Se for por afogamento tecle 1, se for por doença fatal tecle 2, se for dormindo tecle 3 e assim por diante. Puxa! Não tinha idéia do número de opções de mortes podemos ter! Olha...Não é por nada não, mas prefiro essa opção 17 aqui. Rápida e indolor. Posso?
- Claro!

Ancelmo chegou na tela final onde o aparelho pedia a confirmação ou não da solicitação de morte. Se teclasse 1 daria adeus a essa vida e na opção 2 continuaria tudo como está porque cancelava toda a operação.
E reparou que havia uma mensagem que avisava que era proibido refazer o pedido no mesmo dia. Caso o usuário optasse pelo 2 teria que aguardar o prazo mínimo de cinco anos para nova busca desta alma. Tentado a apertar o 2 salvador e enganar a Morte ganhando mais um tempinho, Ancelmo lembrou que é um cara honesto e olhou com lágrimas nos olhos para sua carrasca.
- Agora vou me deitar e você aperta o 1. Adeus!
E seguir resignado ao seu destino. Despediu de todos seus entes queridos em pensamento e se deitou.

Qual não foi sua surpresa ao acordar no dia seguinte com um clarão de sol entrando pelo quarto. Lembrou-se da experiência mais louca de sua vida e chegou a feliz conclusão de que tudo não passou de um sonho. E foi com esse pensamento que levantou rapidamente se sentindo ótimo. Um sonho! Graças a Deus foi só um sonho!
Até descobrir um bilhete com letras em garranchos onde podia ler: Faça desses cinco anos os melhores de sua vida.


Escrito por Silvia Naylor em janeiro de 2006.

5/05/2006

Isso porque é de novela...

Assisti a alguns capítulos da nova novela da Globo, a Cobra e Lagartos e confesso que fiquei abobada com o que acontece nos bastidores da loja Luxus. Para quem não sabe a loja da ficção se baseia na Daslu e serve para atender a classe AAAAAA com tudo que tem direito. A da novela é linda, poderosa, enorme e...Uma zona completa!!! Se fosse na vida real já tinha quebrado ou estaria bem mal na foto.

Para começar os funcionários se atracam de beijos e abraços na frente dos clientes, nem aí pro atendimento. E brigam também. Os subalternos levam altas broncas no meio do salão numa tremenda baixaria mais pra calçadão de traveco do que o ambiente supostamente fino do local. E toda hora tem um cliente sendo largado para que personagens possam se pegar atrás da porta.

Para forçar a barra de um encontro de sua sobrinha com um remediado o poderoso Omar chama um bando de motoboys pra lavar o lustre de cristal carésimo no meio do expediente. Ou seja, os motoboys viraram especialistas em lavar lustres, se penduram no meio do salão com a loja aberta e clientes vip's passam por baixo das cordas e bagunça como se nada estivesse acontecendo. Fora que os remediados ficam junto do público AAAA para assistir ao concerto que aconteceu depois. Numa loja tipo aquela não existe mistura de classes assim...Os milionários não gostam e pagam muito caro para manter essa distância.

A vendedora antipática foi mal tratada pela cliente arrogante num caso de racismo claro e quebrou o salto do sapato que ela experimentou para que a tal cliente se estabacasse. Ok, a vendedora tinha razão de estar P da vida. Mas na vida real ela seria mandada embora na hora. Mundo cruel, mas é assim que a banda toca...

Homens invadem os provadores de roupas femininas e observam as clientes com roupas íntimas com uma facilidade absurda. Uma parte do estoque fica aberta pro público, o que é inadmissível pra uma loja como aquela.
Os sobrinhos funcionários roubam na cara dura e no meio de um monte de gente. Hello segurança!!! Imagina o rombo de estoque dessa empresa?


Isso porque não vi todos os capítulos...

Ok...Ok...É novela, é ficção, é cenário pra que aconteça alguns dos dramas, é liberdade do autor. Mas está tão bandalheira que não deu pra não comentar.

4/26/2006

Oh Happy Day...

Igual ao anúncio da margarina acordo num dia ensolarado, feliz, pronta pra comer meu pão quentinho com manteiga, ler o jornal do dia e seguir a rotina...
Pego o jornal mais lido da classe média e vou folheando. No caderno principal não tem uma página que não contenha uma desgraça, uma violência, uma corrupção...


Alguns exemplos só de hoje, dia 26 de abril:

Algumas manchetes:

Brasil é pior que o Haiti em repetência (isso porque eles estão em guerra civil e nós não...)

Gasolina: farra na Câmara pode ficar impune (novidade!)

Ano eleitoral faz Lula gastar R$ 7,4 bi a mais no trimestre (porque não fez nada antes se tinha dinheiro?)

Agora página a página...

02 - Resumos do que está por vir nas matérias e coluna falando sobre a candidatura Lula.

03 - Matéria: Laranjas e conexões com estado (sobre mais uma falcatrua do Garotinho surgindo a tona)

04 - Matéria: Sócios de empresas doadoras não moram em endereços declarados (sobre a mesma falcatrua mirim)

05 - Matéria sobre um laranja de umas empresas suspeitas na doação ao Garotinho (hoje só deu ele! Bem feito pra aquele falastrão!)

06 - Cartas dos leitores (pra mim a melhor parte do jornal, pessoal manda ver)

07 - Colunas variadas

08 - Matéria: Sócio que é assaltante foi preso no dia da doação (pra sentir o nível dos doadores de $$$ ao Garotinho...)

09 - Matéria: Corregedor dá sinais de que não punirá farra (agora falando de Brasília)

10 - Matéria: TCE: contratos da Nossa Caixa são irregulares (mais um escândalo básico)

11 - Matéria: Mentor agora responderá por propina a doleiro (bocejo...)

12 - Matéria: PT tenta impedir perguntas de CPI a Lula (nessa altura já perdi até a fome)

13 - Matéria: Brasil fica em 126º no ranking de repetência escola (é capaz do Lula falar daqui a pouco que nossa educação é quase de primeiro mundo como disse sobre a saúde)
Nota: MST ameaça com greve de fome (Que se danem!)


14 - Matéria: bala perdida mata grávida (sem comentários)
Outra matéria: Tráfico expulsa Conselho Tutelar em Niterói (O verdadeiro poder aqui no Rio)


15 - Matéria: Corpo de empresário é encontrado em Maricá (começou a pingar sangue aqui...)

16 - Matéria: Bando de 7 homens armados ataca a tiros a delegacia de Seropédica (abusados demais...)

17 - Matéria: O muro das lamentações da Alerj (Os deputados estão reclamando das investigações nos seus patrimônios. Claro! Vai mostrar muita roubalheira por aí!)

18 - Matéria: Acordo amenizará crise da falta de comida em hospital (há anos escuto isso e nada acontece)

19 - Matéria: Vagão feminino vira caso de polícia (deixem as moças em paz, é só um vagão...)

20 - Matéria: Estudo mostra problemas em 25% de 430 imóveis do Centro

Gente, nem coloquei todas porque senão ia ficar enorme. Só pra vocês verem o que sai dia sim e dia também na nossa imprensa. 20 páginas e não sobra uma pra dar um refresco!
Meu café da manhã foi pro espaço porque perdi a fome, o dia na verdade tá nublado e agora só leio jornal a noite.

4/22/2006

Caos anunciado

Podemos falar mil coisas contra o MST e sua forma guerrilheira de tratar a questão dos sem-terra. Mas não podemos negar que quase tudo que prometem com certa antecedência eles cumprem. Ao contrário dos políticos em época de eleição, eles tem mesmo um objetivo e seguem a risca suas convicções, fazendo de maneira tortuosa o que acham ser o melhor para o crescimento do movimento e a solução dos problemas que eles abraçaram como causa de sua existência.

A última agora é a preparação de um braço urbano do movimento e que terá os mesmos critérios de atuação da Via Campesina. E deram até prazo! Acontecerá em 2007 por causa das eleições. Segundo eles as atenções estarão voltadas para essas eleições e não querem misturar as estações. Quanto planejamento, certeza de livre ação e impunidade...

Paro para pensar. O que significa isso? Não dá para não associar seus métodos ilegais com as possibilidades que se descortinam numa cidade como o Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou qualquer outra que tenha espaço para suas investidas. Assentamentos no meio das praças públicas ou nas praias? Invasão de prédios abandonados ou em construção? Destruição de sedes de multinacionais? Favela descendo o morro para reivindicar moradias na base da violência já que eles estão mais bem armados que nossa polícia? Luta de classes? Passeatas descambando em porradaria? Não consigo pensar em nada que não seja o caos, principalmente partindo de quem anuncia.

Isso é sério e o governo tem a obrigação de coibir qualquer iniciativa nesse sentido, assim como o de mandar para a cadeia os lideres que incitam as atuais invasões e destruições. Como não acontece nada com eles, cresceram e agora querem mais. Muito mais. Alegam não ser uma tentativa de revolução agressiva, mas seus métodos até então não provam ser ao contrário.

Web Counters